segunda-feira, julho 28, 2008

XVII

Vinho

Bebida do rei e do transeunte
Dos Deuses e dos padres
Do seu João e da dona Eunice
Do bolicho fétido, do restaurante chique

Mancha por dentro e por fora
Colore todos os pensamentos
Mesmo quando frio
Esquenta

Serve pra todos os bêbados
Bom pra filosofar
De manhã, de noite, de dia
Sempre uma ótima companhia

O bom mesmo é respeitar
Para que continue no mundo
A inspirar os poemas de sarjeta
E o escrito vagabundo


R. Miranda

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